quinta-feira, 1 de março de 2012

Venha participar do Mini-Simpósio Preparatório para o Congresso Internacional de Ciência, Ética e Educação Integrada (Vendo o que não se vê), que ocorrerá no dia 02 de março de 2012, sexta-feira, à partir das 17h, nas dependências do NEC - Núcleo de Estudos Cristãos, localizado à Av. Afonso Pena, 314, cj. 72, Boqueirão, Santos/SP.

Haverá palestras de diversos nomes do cenário cristão-conservador brasileiro, que trarão reflexões sobre assuntos atuais de nossa sociedade.

Você pode participar comparecendo pessoalmente ou assistindo a transmissão on line que será feita por meio do site http://www.necfabioblanco.com.br.

As inscrições para assistir as palestras no NEC devem ser feitas pelo email nec@fabioblanco.com.br.

Esta será uma boa oportunidade para reunirmos pessoas que realmente acreditam que podem colaborar com a defesa de uma visão judaico-cristã em diversas áreas da ciência, da política e do pensamento.

Você é nosso convidado especial.


Atenciosamente.


Organizadores do Mini-Simpósio


Programação

17:00h Abertura por Fabio Blanco

17:15h Apresentação do Congresso, pela Dra. Graça Melo Araújo

17:30h A Mídia e suas omissões e tendências, por Edson Camargo

18:00h A ausência de oposição no Brasil, por Fernando Antoniazzi

18:30h A homocracia totalitária, por Eguinaldo Hélio

19:00h As mentiras sobre o aborto, por Nivaldo Cordeiro

19:30h INTERVALO

20:00h O movimento conservador no Brasil, por César D'avilla

20:30h A doutrinação nas escolas, por Miguel Nagib

21:00 A perseguição a cristãos no mundo, por Fernando Bonfim

Encerramento: A necessidade da unidade cristã, por Fabio Blanco

 

 

 

 

 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O conservadorismo religioso não se opõe à razão

Alguns liberais podem até entender alguma coisa de economia, mas quando adentram pelo campo do debate moral e religioso vacilam, menos por serem eles mesmos amorais e mais por não entenderem nada de teologia, que é o fundamento da moral conservadora. Vê-se isso claramente no artigo que Joel Pinheiro escreve em seu blog (Conservadorismo religioso não se salva) em resposta ao articulista do Mídia sem Máscara, Nivaldo Cordeiro, que, há alguns dias, por meio do artigo Direita, volver, fez uma crítica a um outro artigo do sr. Pinheiro chamado Nova direita nascida velha.

O sr. Pinheiro afirma, em seu texto, que os conservadores defendem formas sociais tradicionais baseados unicamente na fé. Em outras palavras, ele está querendo dizer que essa defesa é irracional ou, pelo menos, sentimental. Isso apenas deixa claro que, em seu entendimento, fé se contrapõe à razão.

Ocorre que, desde os primeiros pensadores cristãos, como Justino e Clemente de Alexandria, ficou muito claro que a fé não é uma irracionalidade, pelo contrário, é uma antecipação de razões ainda não alcançadas pela mente finita. A fé é um instrumento preparatório para o conhecimento. O objetivo é o conhecimento mesmo. Portanto, fé é conhecimento, sim, mas um conhecimento antecipado. Entende-se, com isso, que não há oposição entre razão e fé, e quando o sr. Pinheiro ressalta-a, apenas faz eco a um existencialismo antigo, como o professado por Kierkegaard.

Mais que isso, é evidente que um religioso mais experiente não defende os valores cristãos fundamentado na fé. Sua base é a razão. A fé ficou lá atrás, em seus primeiros passos no Evangelho. Por exemplo, um novo crente pode se opor ao homossexualismo apenas porque a Bíblia assim ensina, mas um cristão mais antigo já pode compreender, racionalmente, os motivos dessa oposição, e são estes motivos racionais que embasam suas ideias. Nenhum desses conservadores que escrevem artigos de opinião diz que tal coisa deve ser assim porque está na Bíblia, simplesmente. Há toda uma argumentação racional que baseia sua defesa, mas isso não é considerado por seus opositores.

Quando o sr. Pinheiro afirma que o conservadorismo religioso erra por fundamentar seus valores na fé, na verdade apenas demonstra sua incompreensão em relação ao que é religião e o que é fé. Isso porque ele as enxerga como um apego irracional a algo superior desconhecido e inacessível. Dessa forma, apenas repete o que desde o Iluminismo se divulga. Enfim, não traz qualquer novidade ao debate, mas apenas demonstra que um liberal pode muito bem ter os mesmos conceitos de qualquer revolucionário.

O que há, na verdade, é a velha arrogância daqueles que se vêem como iluminados contra os pertencentes às trevas da ignorância reinante, representada, principalmente, pela religião. E é sobre esta arrogância que o sr. Pinheiro comete um segundo erro teológico: a dissociação da moral do Velho e do Novo Testamento bíblicos. Afirma, com isso, que se a base para a defesa da moral atual for aquele, é desnecessária, por já haver a razão para isso, por outro lado, se for este é impossível, por não conter nele qualquer argumento em favor de uma agenda política.

Neste ponto, seu equívoco se encontra na incompreensão da natureza das duas alianças bíblicas. Qualquer catecúmeno logo aprende que quando Cristo apresentou o amor a Deus e aos homens como o primeiro e segundo mandamentos, o fez afirmando que a antiga lei se resumia nisso. Falando de outra maneira, a Lei Nova não aboliu a antiga, mas a absorveu e a resumiu, mostrando qual era sua verdadeira essência. Portanto, quando um conservador apresenta as Escrituras como fundamento de suas ideias, sendo ele cristão, não faz isso com base em uma ou outra Aliança bíblica, nem com base em um ou outro artigo de fé, mas, sim, fundamentado em todo o sentido cristão de amor e de respeito à vida. E esse fundamento não é ele mesmo uma declaração de fé, mas posterior a ela, já compreendida em suas devidas formas racionais. Os preceitos bíblicos são apenas o farol que conduz à verdade e esta se desnuda não como um mistério revelado, porém, incompreensível, mas, pelo contrário, como a explicação do que não era compreendido.

Acontece que os inimigos da religião são assim: acreditam que tudo o que os crentes fazem o fazem por um apego emocional à sua crença. Eles não consideram, por um segundo que seja, a possibilidade desses religiosos terem refletido profundamente sobre os assuntos que expõem. Parece que todo religioso, sendo ele homem de pouca ou muitas luzes, é um desvairado defensor de uma fé irracional.

E acho que não estou sendo injusto com o sr. Pinheiro ao afirmar que ele enxerga os religiosos dessa maneira, pois ele mesmo afirma que os ideais dos conservadores religosos estão mais para uma turba de fanáticos do que para uma população educada e bem intencionada. Mesmo sabendo que esta afirmação, de qualquer maneira, tinha um objetivo mais específico: afirmar que o debate que ocorreu nas eleições presidenciais passadas, em torno da questão do aborto, fora uma, segundo suas próprias palavras, demonstração de histeria.

Ora, segundo o que observei, aquela questão fora tratada de uma forma muito inteligente, por meio de sites, blogs, pregações e panfletos (inclusive alguns apreendidos pelo poder público, como no caso daqueles distribuídos pelo bispo de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini). O que ocorreu foi algo quase nunca visto neste país: um grupo de pessoas, sem qualquer organização formal, sem qualquer financiamento público, sem qualquer apoio midiático que, espontaneamente, se unem na defesa de algo que realmente acreditam. O que o sr. Pinheiro gostaria? Que fossem marcadas audiências públicas para a discussão (no caso, a questão do aborto)? Pois bem, era isso exatamente o que aqueles que defendem os tais direitos da mulher queriam: que a questão fosse levada em banho-maria. Foi a tal histeria que forçou a sra. Dilma Rousseff a assinar um compromisso que hoje está impedido-a de dar um andamento mais rápido ao seu projeto abortista. Histeria ou não, o que vimos é que o movimento acabou sendo razoavelmente eficiente.

Eu não sei se o sr. Joel Pinheiro é contra ou a favor do aborto, já que esta matéria não fora elencada dentre as que ele afirma concordar com os conservadores. No entanto, o que fica claro, ao menos para mim, é que o resultado daquela movimentação não o agradou muito. De qualquer maneira, e esse é o ponto central deste artigo, uma coisa é certa: a ideia que ele tem de um pensador conservador religioso é tão distorcida quanto de qualquer ateu e anticristão.

 

 

 

 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Teólogo, o intérprete da Revelação (vídeo)

 

 

 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu não quero me mobilizar

Cresci ouvindo que passeatas, mobilizações, comícios e aglomerações eram sinal de que ali se encontravam homens de elevada nobreza, pois seus atos demonstravam preocupação pública, momentos que as pessoas mais alienadas jamais se envolviam. Cheguei a participar de alguns desses movimentos, como o dos "caras-pintadas". Tudo sem muita consciência, mas convencido de que aquilo tudo era a melhor maneira de adentrar no mundo adulto. Sentia-me assim uma pessoa que se colocava em uma posição mais virtuosa, pois, segundo me ensinavam, era desse jeito que os homens de elevada estirpe deveriam se comportar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Palestra: A Salvação vem pelo Conhecimento

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Somos dependentes

Depender de alguém é reconhecer que nossos braços não são tão fortes, que nosso conhecimento não é tão profundo e que precisamos dele para direcionar-nos por um caminho melhor. Quando dizemos que somos dependentes, estamos declarando nossa limitação, afirmando que há um momento ou ponto de nossa vida do qual não ultrapassamos, não porque não queremos, mas porque nos é impossível.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

Os humoristas de hoje tentam estimular o riso como se deslizassem uma pena pela planta dos pés das pessoas. Apelam ao sentidos mais triviais a fim de obter a resposta de seu público. Não percebem que o humor é uma arte do espírito, que trabalha a imaginação e induz as conexões que, por meio de um processo mental, provocam o riso. O que vejo atualmente é nada mais do que cócegas: algumas vezes faz rir, mas também irrita.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

 O pior efeito da Queda é a Verdade ter sido lançada para detrás de uma tenebrosa confusão. Hoje, tateamos em busca da compreensão e tentamos nos livrar dessa densidade escura com muito esforço. Se alguém duvida, basta olhar para a diversidade de doutrinas, denominações e idéias somente dentro do cristianismo. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

São exageradas as preocupações com as prescrições morais. Elas são para homens carnais. Para os espirituais, são absolutamente desnecessárias.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

 Se os primeiros pensadores cristãos exageraram na interpretação alegórica, os novos teólogos erram por ignorarem os símbolos bíblicos. O pior é que não podem negar que há símbolos, mas os enxergam onde lhes bem apraz. Apenas esquecem que tudo é símbolo, o que não exclui o fato.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

O erro é a busca da verdade enganada pelas trevas da confusão. O homem sempre busca a felicidade e, no fundo, sempre busca a verdade. O problema é a questão de Pilatos: mas o que é a verdade? Apenas o Logos pode resolver esse problema e, por isso, apenas nEle há a salvação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

Seria o Reino dos céus uma descontinuidade ou um salto? Nem um nem outro. O Reino dos céus é uma ampliação, se não infinita, ao menos gigantesca.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

É nos milagres íntimos e incontestáveis que reside a experiência com Deus. Os grandes movimentos podem te fazer sentir parte da multidão, mas apenas na indubitável graça individual é que o homem santo é forjado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Unidade anticristã x Desunião cristã

O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível.

No entanto, tal racha, ainda que sério, jamais ultrapassou os estritos limites das questões de fé. Foi, certamente, causado por divergências doutrinárias (sem descartar, claro, influências políticas e interesses pessoais). De qualquer maneira, tudo girando em torno das Escrituras e sua interpretação.

Após a Revolução Francesa, principalmente, entrou, na sociedade, um elemento estrangeiro: uma cosmovisão absolutamente desligada das Escrituras e da tradição cristã. É verdade que seus fundamentos haviam surgido bem antes, mas apenas nela se tornou verdadeiramente um elemento político razoavelmente sistematizado.

Dali, o que houve foi apenas o crescimento de uma visão da vida cada vez mais desligada de Deus, o que desembocou nos movimentos ligados à uma visão estritamente materialista da sociedade, como o marxismo, o anarquismo etc., todas elas abertamente anticristãs.

Hoje, o que há é o domínio cultural e midiático, em quase todo o Ocidente, por grupos e pessoas ligadas diretamente ou por afinidade a esses movimentos que trabalham incessantemente para destruir os fundamentos deixados pelo cristianismo nesta parte do mundo.

Sem contar, ainda, as infiltrações, dentro das igrejas cristãs, por esses mesmos grupos e pessoas, que só fazem trazer para os púlpitos e altares, ainda que sorrateiramente, as mesmas idéias que encharcam o lodo ideológico ao qual pertencem.

Ainda que esses movimentos não tenham sempre uma interação programática objetiva, é impressionante sua identidade ideológica, a defesa unânime dos mesmos pontos, a certeza de quem são os inimigos da sociedade. Apesar da diversidade absurda de princípios, no fim acabam todos eles defendendo as mesmas coisas, acreditando nas mesmas coisas, lutando contra as mesmas coisas.

Pelo lado dos cristãos acontece o contrário: ligados pelos mesmos fundamentos, alicerçados sobre os mesmos princípios, dividiram-se em tantas doutrinas, tantos sistemas e tantas crenças que já não mais se vêem como filhos de uma mesma mãe: a Igreja. Se consideram, quando não inimigos, opostos ou distantes.

Então, o quadro que se coloca é este: anticristãos unidos pelos mesmos objetivos e mesmas idéias; cristãos desunidos, ainda que fundamentados sobre as mesmas bases. Ora, quem está mais forte para ganhar essa batalha? E pode um reino dividido subsistir?

O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte. Sem resistência, vai impondo sua visão de mundo, invadindo os fundamentos da civilização (que ainda é cristã de alguma maneira) e subvertendo mentes que ainda resistem com resquícios dos ensinamentos religiosos recebidos durante dois mil anos.

Por outro lado, não há, do lado de cá, qualquer reação a esse avanço, senão manifestações individualizadas de inconformismos que, isoladamente, pouco podem contra tamanha investida.

A questão é: seria possível alguma união cristã contra tudo isso?

Sinceramente, olhando apenas como um observador, e conhecendo razoavelmente as partes envolvidas, não tenho muita esperança. Os católicos vêem os protestantes apenas como rebeldes insubordinados. Os protestantes vêem os católicos e ortodoxos como desviados da verdade. Tradicionalistas vêem carismáticos como vêem os protestantes e entre estes cada denominação ou mesmo templo vê o outro como herético. 

A única solução, se é que há, é, em primeiro lugar, o reconhecimento, pelos verdadeiros cristãos, de que existem inimigos concretos que lutam, incansavelmente, em favor da destruição dos pilares de nossa civilização, o que passa, obviamente, pela mitigação de toda e qualquer influência cristã. Em segundo lugar, a consciência do fundamento comum que liga todas as vertentes cristãs. Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis; principalmente a participação de todos no Logos divino.


Essa comunhão em Cristo deve ser o estandarte principal. É ela que vai permitir que haja alguma resistência. Se desejam lutar para que a civilização ocidental se mantenha em pé, enxergo apenas uma possibilidade: entendermos definitivamente que o inimigo não está na igreja ao lado, mas do outro lado do front, nas linhas inimigas daqueles que desprezam os valores herdados pelos dois mil anos de cristianismo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

Enquanto os inimigos se acham unidos em suas divergências, nós, cristãos, vivemos apartados, inconciliados, sobre o mesmo fundamento.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Diário Teologosófico

O que vai conduzir o mundo ao reino do anticristo? O ceticismo, o realismo, o misticismo, o ecumenismo? Não, a estupidez!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Diário Teologosófico

Se rasgou-se o véu, e o sacerdote fora inutilizado, o que ficou foi a relação direta entre a alma e o Absoluto. A viagem, então, tornou-se solitária. O que é a Igreja, portanto, senão a assembléia de solidões? Sendo assim, quanta perda de tempo no falatório inútil da unidade, da coletividade, da mobilização. O que importa mesmo é a força mútua de solitários que se auxiliam no encontro individual com Deus.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Diário Teologosófico

Há muitas formas de heroísmo. Entre as maiores está a de ser pai ou mãe e ser responsável pelo sustento e educação de seus filhos. Feliz é o homem e a mulher que enxerga essa missão como uma verdadeira vocação divina. Triste daqueles que vêem isso apenas como uma obrigação inescapável. Perguntaram, um dia, por que as pessoas comuns não se mobilizam contra os avanços dos grupos ideológicos. A resposta é simples: elas vivem a batalha heróica de viver a vida para os seus, não permitindo que se percam.

Diário Teologosófico

Percebo que boa parte das preces, das orações, são manifestações de desejos, ditas como se realidades fossem. São vitórias e certezas desejadas, porém não experimentadas. Isso não teria nada de ruim se aquele que faz a oração percebesse isso. O problema é que, normalmente, ele se engana, e mente para si. Fala de certezas que não tem, fé que não vive, confiança que não sente. Não seria muito melhor se dirigir a Deus com toda a honestidade possível, expondo seus temores, fraquezas e desvios? Afinal, Ele é onisciente, não? O compromisso com a verdade passa também por aí.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diário Teologosófico

Encontrar a própria vocação é o que traz a verdadeira realização. Descobri que a minha é ensinar e isso me faz realmente feliz. Mas não ensino como um catedrático. Prefiro transmitir mais meu estado de espírito* do que minhas informações. Ali, à frente da sala, é onde sou eu no sentido mais profundo.

* como escreve Constantin Noica em seu diário.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Deus expulso das escolas: a instalação do caos

Não sejamos ingênuos. Uma escola sem Deus não significa uma escola livre. Não significa que ela se torna imparcial. Aliás, a própria imparcialidade é um ideal utópico, uma cortina de fumaça para a imposição dos interesses mais medonhos. O que fica vazio é ocupado; e quem ocupará as escolas?

sábado, 26 de novembro de 2011

Reconhecer-se perdido

Sentir-se perdido, por mais paradoxal que pareça, é o primeiro passo para encontrar-se. Isso porque, na verdade, de uma maneira ou de outra, todos estão perdidos. Acontece que alguns percebem isso, enquanto outros permanecem alienados na certeza de terem achado a resposta de todas as coisas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Docta Ignorantia

A possibilidade de o homem poder sempre se aperfeiçoar, de sempre evoluir em seu conhecimento e sua consciência, talvez seja o principal atributo que o torna superior a todo o restante da criação. Enquanto os outros seres crescem até determinado ponto, o ser humano ainda não conhece os limites de sua potencialidade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Além de seu tempo

"Para um homem se dispor a empreender uma obra que ultrapasse a medida das absolutas necessidades, sem que a época saiba uma resposta satisfatória à pergunta 'Para quê?', é indispensável ou um isolamento moral e uma independência, como raras vezes se encontram e têm um quê heróico, ou então uma vitalidade muito robusta"

Thomas Mann, em "A Montanha Mágica"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Somos como o vento

"O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito" João 3.8

Tentar controlar todos os aspectos de nossa vida pode se tornar algo bastante cansativo, senão frustrante. Com o tempo, aprendemos que não temos força para alterar praticamente nada nem mesmo em nós mesmos, quanto mais nos outros ou nas coisas que nos rodeiam.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Uma geração enganada e corrompida

Saiu, no portal G1, essa notícia peculiar 

(http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/08/estou-sem-chao-diz-mae-de-garoto-que-marcou-encontro-pela-web.html): 


um menino, de 13 anos, após ter ‘informado’ sua mãe de que era homossexual, em uma tarde de domingo avisou-a que iria sair com umas amigas quando, na verdade, teria marcado, pela internet, um encontro com 2 homens que, após dopá-lo, teriam abusado sexualmente dele.

sábado, 30 de julho de 2011

Os males da vida dupla

Um princípio elementar para a restauração de uma alma abatida é o resgate da verdade em sua vida. Muitas vezes, as pessoas se acostumam com um cotidiano cercado de ilusões, de falsidade, de máscaras. Desde muito cedo somos acostumados a representar papéis na sociedade, a fim de bem convivermos com as pessoas. Acontece que esses papéis, invariavelmente, não refletem nossa verdadeira personalidade e entram em conflito com o que nós percebemos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O caso do Norueguês que matou mais de oitenta pessoas em uma ilha de seu país é emblemático, porém, menos pelo modus operandi do atirador e pelas motivações que parecem tê-lo conduzido ao feito, do que pela reação midiática ante a tragédia.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Algumas formas de homossexualismo de hoje são de natureza tal que não se limitam ao homossexualismo somente, mas representam uma forma de expressão filosófica. Precisamos ter compreensão para com o real problema da homofilia. Mas grande parte da homossexualidade moderna é expressão da atual negação da lei da antítese. Neste caso, isso levou à negação da distinção entre homem e mulher. De modo que se extinguiu a ideia de macho e fêmea, vistos como parceiros complementares (...) Para grande parte do pensamento moderno, a ordem do dia é combater todas as antíteses e toda a lógica da criação divina - inclusive a distinção macho/fêmea. A pressão do unissex está fortemente enraizada aqui. Mas não uma questão isolada; faz parte do espírito mundial, da geração que nos rodeia. É imperativo que os cristãos percebam as conclusões que estão se delineando em consequência da extinção dos referenciais absolutos".

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vivemos em uma sociedade intermediária

Há tempos, o mundo tem trabalhado a fim de diminuir a influência cristã na sociedade, atacando, prioritariamente, os fundamentos postos pelo cristianismo, os quais tornaram a civilização ocidental, se não em um paraíso, ao menos em lugar de gente civilizada.

Tantos movimentos se passaram (iluminismo, positivismo, pragmatismo, materialismo, comunismo, marxismo entre tantos outros), os quais, de uma maneira ou de outra, militaram contra o cristianismo, que torna-se uma tarefa inglória tentar descrever todos eles. O que fica claro é que há muito tempo o sistema mundano tenta apagar a influência cristã sobre a sociedade.

Nos séculos passados, no entanto, parece que a eficiência do trabalho de destruição sempre fora limitado. Apesar dos estragos nacionais, dos morticínios e das mudanças sociais, de uma maneira ou de outra a família e a religiosidade do povo sempre se mantiveram firmes. Os modernismos sempre foram coisas de intelectuais, ficando a plebe meio que imune às suas influências.

De maneira diferente ocorre hoje, pois, com a expansão da comunicação e com o domínio liberal e progressista sobre a mídia, as pessoas vêm sendo bombardeadas, há décadas, com toda a espécie de pensamento libertino, que, com a desculpa da libertação das amarras de um conservadorismo sufocante, conduz as pessoas a apoiarem as práticas mais degradantes. Por isso, cada vez mais o divórcio, o aborto, a promuiscuidade, a insubmissão, o desrespeito e a desobediência são tidos não mais como desvios de comportamento, mas como atitudes saudáveis, necessárias e, muitas vezes, até louváveis.

Os fundamentos da sociedade como a família, a honra e o respeito são, então, destituídos, restando apenas um arremedo social que não possui força própria para se sustentar. É nesse momento que a sociedade fica à mercê dos engenheiros sociais, os quais passam a colocar em prática, contra um povo sem defesa e sem alicerces, suas ideias mais mirabolantes de criação de um mundo ideal, à imagem e semelhança de suas mentes enfermas.

O que vivemos hoje é a transição de uma sociedade baseada na moral cristã e aquela que será o reflexo do anticristo. Por enquanto, nem tudo está perdido, pois ainda há cristãos, ainda há alguma moral e ainda há alguma forma de honradez. No entanto, até quando?

Quando Cristo voltar, se achará fé na terra?